6.30.2012

Custa


Custa-me ser
Porque não sei como
Mas sou
E não sei o quê

Custa-me ter
Porque não sinto
Mas tenho
E não sei o quê

Às voltas em mim
Às voltas comigo
Numa espécie de rodopio
Numa espécie de frio

Custas-me tu
Porque eu deixo
Mas és-me
E não sei o quê

Custa-me deixar-te
Mas deixo
Porque sei que sou
Mas não sei o quê

Às voltas em mim
Às voltas comigo
Numa espécie de rodopio
Numa espécie de frio

1.12.2012

Admitir…

Só recentemente fui capaz de admitir que tenho uma vida agitada. Não tinha, francamente, noção disso. Não é no entanto fácil ou necessariamente bom gerir este tipo de vida e viver num estado semi-permanente de canção. Apraz-me ser capaz de o admitir, assim como perceber que só depende de mim mudar.

1.09.2012

Quase cinco anos depois do último post, alguém que insistiu em ver este blog conseguiu fazer-me voltar a ter vontade de escrever. Mesmo que ninguém me leia. Fez-me reler-me. E confesso, gosto. Gosto de recordar sentimentos, as minhas transparências. Hoje sou mais contida a escrever. Porque escrevo no facebook e porque o facebook nos corta um bocadinho as asas. Porque somos aprovados ou reprovados com um simples like. Porque as pessoas nos lêem só porque aparecemos no feed de notícias. Porque parece que há uma lista de "gente" à espera do nosso próximo post para dar o ar da sua graça ou da sua desgraça. Aqui dá mais trabalho. É preciso ter interesse. Vir cá ver. Os posts não provocam a risota geral nem se medem pela quantidade de likes ou de comments. Aqui sou o que me apetecer. Lá também, mas contida. Quase cinco anos depois, uma pessoa com menos vinte anos que eu, fez-me ter vontade de ser menos contida. E para meu bem ou meu mal, cá estou, de volta.

11.02.2007

Já te agradeci a pessoa fantástica que és?

by miss_blythe: "ps - são contagiantes a alegria e a felicidade que transpiram dos teusmails. QUE MARAVILHA."

11.01.2007

Tinha saudades! ;)

A groupie menos groupie de sempre foi ver os seus meninos! Tinha saudades. Faz-me sempre bem! Nem sei porquê. Que disparate, claro que sei porquê!

10.31.2007

Ups!...

Acho que me enganei!

10.28.2007


Three little birds sat on my window and they told me i don't need to worry!

Tontas! ;)

Somos duas tontas apaixonadas! E de repente descobrimos que o teu império e o meu T1 de palha têm coisas em comum. E isso é tão giro! De repente podes falar-me da tua vida em jeito de ensinamento. Como se já não estivesses sózinha num mundo que não idealizaste mas que escolheste. E eu, sem ter a mínima ideia se vou precisar desses ensinamentos, falo deles e ouço-os como se me fossem absolutamente necessários. Porque no fundo, é o que eu quero que sejam.

...

Obrigada, meu querido! Por vires até mim. Por contares comigo. Por me escolheres. Por elegeres o meu ombro para teu. Pelo vinho tinto. O pequeno-almoço. Os cigarros. A boa disposição. As lágrimas. Pelo carinho. Por me teres deixado achar que, por breves momentos, podia tomar conta de ti. Por dançares comigo. Por me fazeres sentir importante. Por seres falível. Por dizeres coisas às quais dou um desconto desmedido, mas que adoro ouvir. Por me fazeres sentir coisas das quais já não tinha memória. Obrigada por me fazeres sorrir!
21.Out.2007

?

Dou-me bem com o inesperado. Com as coisas que acontecem quando não as procuro. Onde e quando menos se espera, os sorrisos encontram-nos. Eu encontrei um novo sorriso. Um novo nervoso miudinho. Um nó no estômago bom de sentir. Não sei se é um potencial império. Tento não querer saber. Melhor do que me fazer sentir mulher, o meu sorriso novo faz-me sentir criança. Enquanto mulher que acha que sabe da vida, ofereço alguma resistência. Enquanto criança contra a qual já não consigo mais lutar, sinto-me flutuar. Com algum receio, mas cheia de flores na barriga, não tenho como não confessar... Estou apaixonada! O meu novo sorriso não é um dado adquirido. É um momento de cada vez. É uma vontade constante de conquistar mais um bocadinho a cada dia. É o medo de amanhã já não sorrir. De me sentir enganada. Mas também é o gosto pelo que não conheço. Tinha saudades de me identificar com, de descobrir gostos comuns, de corar! De fazer tonteria de chinelos às flores e morrer de vergonha! Descobri que os valores se alteram e que o incontornável perde importância. Descobri que um sorriso novo pode não aparecer sozinho mas não faz mal. As marcas de um outro império caído podem ser eternas. E não faz mal. Descobri que continuo ansiosa e que quero tudo. Tudo o que acho que mereço. Nunca menos. Descobri-ME! Descobri que o meu novo sorriso, mesmo não sendo um império, vale tanto a pena. E se desabar, valeu tanto a pena. Descobri que a chuva tem muito mais graça que a que lhe conferia. Que as horas não importam. Que passada uma eternidade de porquês, os porquês, simplesmente deixaram de ser. Descobri que é tão bom ser!
28.Set.2007

A Queda do Império!

A queda de um império implica forçosamente o início de qualquer coisa...!? Mesmo que não um novo império. No meu caso foi o início de qualquer coisa que, mesmo não sendo um império, fez cair um império que já não imperava grande coisa. Por ordem de importância, o grande marco seria certamente a queda do império. E teve certamente a sua importância. Mas simplesmente caiu. E os outrora imperadores podem agora seguir em frente.
28.Set.2007

4.29.2007

Mea culpa!

É fácil queixarmo-nos das voltas e "desvoltas" que damos a nós mesmos e do quão frequentemente voltamos ao ponto de partida. Difícil é perceber e admitir que estas voltas são e serão sempre fruto das nossas escolhas. E numa fase em que me custa perceber o porquê de empancar constantemente no mesmo foco de luz, percebo, que continuo a procurar o mesmo de que há tempos fugia. Os meus enamoramentos têm um quê de masoquismo, mas, mais do que isso, têm um quê de pedra e cal. Dentro das minhas eternas incertezas, mudo os caminhos do meu labirinto, mas procuro sempre chegar à mesma porta de saída. E há que reconhecer que os meus caminhos são meus. Não são desígnios de entidades bíblicas. E que alguma coisa nesses meus caminhos sinuosos me droga, me vicia. Eu quero o mesmo de sempre! Mas quero-o mais e melhor! Mea culpa. Mea tão doce culpa!

4.16.2007

Estar bem...


Que bom é perceber que o facto de não escrever há tanto tempo se prende, única e exclusivamente, com o facto de estar bem.

3.05.2007

Sempre ao sabor de Sushi...

A facilidade com que o meu humor passa de um extremo, não ao outro mas quase, é profundamente assustadora. Ou assustadora, só. Para mim, pelo menos. Ai... Explico. No seguimento de uma noite de comentários menos simpáticos sobre um meu passado que me magoa, acordo na manhã seguinte (a habitual falta de vontade de saltar da cama) invadida por sensações novas. Não novas isoladamente. Um misto fascinante, igualmente distribuído por uma angústia profunda, certezas absolutas e uma clarividência com a qual me custa lidar. Passei um dia miserável. Mas diferente dos outros dias miseráveis. Não chorei. Não consegui. Mas caiu-me uma lágrima. Uma. Sumida. Mas nessa lágrima senti frustração, perda de tempo, desperdício. Mesmo que sem arrependimentos. Mas transpirei certezas. Bendita clarividência. Vontade de evoluir. De caminhos diferentes. Que me façam bem. E esta tristeza nova assume um carácter altamente benfeitor. Não deixei imediatamente de estar triste. Não me transformei numa mulher nova. Mas tenho certezas como nunca. Que me dão alento. E uma imensa paz de espírito. Porque o balançar entre a razão e o coração me destrói. E num àpice, esta angústia é uma espécie de Betadine-Super-Hiper-Mega-Rápido-Não-Acredito-Que-Estou-A-Escrever-Isto. E sinto-me em processo de cura. Fantástico. Mas tive um dia miserável. Desmarquei tudo e preparava-me para rumar a casa à velocidade da luz. Mas, por qualquer motivo que não interessa identificar, liguei a uma pessoa. "Não quero ir para casa. Apetece-me chorar e não consigo. Onde estás? Porque é que não estás a 5 minutos de mim? Praia? Claro. Vou já, a correr." E fui. O mar sim, transforma-me. Vimos todas as ondas. Respirei como se fosse a primeira vez. O frio na cara faz milagres. Dá uma energia imensa. E falei do que não tinha querido falar o dia todo. E quem estava comigo sentiu as minhas certezas, percebeu-me e ficou feliz por mim. "Estás no melhor dos caminhos, Té." Fomos jantar. Sushi. Gosto mesmo, mesmo, de Sushi. Conversas descontraídas. Sem melodramas. Que bom. Vinho tinto, cigarros, pauzinhos, mesas baixas, bancos confortáveis. E entretanto éramos três pessoas. E falámos. Coisas nossas. O que nos apeteceu. E funcionou. Café, mais vinho tinto (não se diz "mais vinho tinto", só "vinho tinto"), cigarros, geládo de chá verde. E acabo o meu dia já no dia seguinte, bem comigo. Bem com a minha vida. Com os meus eus. E de mim para mim, que orgulho.

2.21.2007

Sacudir a poeira...

O melhor de uma queda é, assim que sacudo a poeira dos ombros, a sensação imparável de estar pronta para altos vôos!!!